Importância da Educação Alimentar em Idades Precoces

Os meninos e meninas de pouca idade, se referindo à idade escolar (6-12 anos) no aspecto nutricional, como é lógico e normal os responsáveis da mesma são os pais, seguidos da instituição escolar, a qual é a encarregada de transmitir os conhecimentos e hábitos adequados para sensibilizar os benefícios de alguns alimentos e os prejuízos de outros. Os pais limitam-se a dar-lhes uma série de alimentos que podem ser saudáveis ou podem não seriam, embora a sua intenção seja boa nem sempre eles conseguem com os alimentos escolhidos Embalagem As crianças/as escolares sentem-se mais atraídos por alimentos que por acaso são os mais manipulados, vistosos e coloridos, (já que a própria indústria que os produz os há com esse mesmo fim) e por acaso que esses alimentos são os que menos benefícios que lhes dão. Referimo-Nos, sobretudo, à pastelaria industrial (abuso excessivo de açúcares refinados), incluindo cereais de todos os tipos, sorvete, chocolate (com uma percentagem de cacau muito baixo), molhos, refrigerantes,... e, claro, os famosos saquinhos que vendem nos supermercados, quiosques e quaisquer centro de venda de comida (que, além disso, acrescentam algum cromo de jogador de futebol ou qualquer outro prêmio atraente) que contêm "alimentos" com um valor nutritivo tão pobre que nem sequer se pode considerar alimento... Só nos dá um abuso calórico onde os açúcares são muito elevados, como a presença de gorduras saturadas, um aporte de fibra inexistente e um aporte de proteínas ridículo e de má qualidade (incompletas) Sabor e Textura Os meninos/as em tudo o que se tendem a fixar, sendo o mais normal, devido à idade e conhecimentos nutricionais são os alimentos mais apetitosos tanto à vista como ao paladar, e estes alimentos costumam ser, em sua maioria, os alimentos processados, refinados e saturados, onde as gorduras predominantes são as de palma ou de palmiste, que recebem o nome de gorduras hidrogenadas, as quais são as mais prejudiciais para o organismo, devido a que são gorduras cancerígenas e ainda assim, o seu consumo e venda é tão legal como comprar e vender frutas. Aditivos Além disso, a adição de aditivos e conservantes que contém (uns piores que outros... isso nos ocupa outro artigo), mas hoje em dia, é verdade que a grande quantidade de alimentos que encontramos nos supermercados contêm, em maior ou menor medida, por isso é importante escolher o melhor possível o alimentos adequados, tanto para nós como para os mais pequenos, porque até mesmo os alimentos em pó de algumas marcas contêm um nível de açúcares que considero um abuso. Corredor de supermercado (DORITOS, FRITOS, FUNYUNS, GROCERY, JUNK FOOD, PIPOCA, LANCHES). Uma contínua e prolongada ingestão de má qualidade pode resultar em diversas doenças, como pode ser a famosa diabetes tipo II, doença cada vez mais presente nos países desenvolvidos), a obesidade infantil, que pode se prolongar até a idade adulta, e uma vez chegado à idade adulta ocorrer certas doenças cardíacas. Mas tanto uma alta ingestão como uma ingestão mínima recebem o nome de má alimentação, já que ambos os extremos são transtornos alimentares e dão origem a doenças como bulimia, anorexia, etc. A obesidade infantil se deve a um possível distúrbio nutricional, a desequilíbrios entre o aporte e o gasto energético. Também tem uma grande importância o fator hereditário, o que é mais complicado, já que nos referimos a genética, a qual não se pode modificar, mas não é desculpa para não comer de forma correta e realizar atividade e exercício físico de forma moderada e regular, já que cuidar por dentro tem uma grande importância para melhorar a saúde, e, portanto, uma boa qualidade de vida. Problema Psicológico Dentro do problema de peso que tem, há mais fatores que afeta a este conjunto, como pode ser o fator emocional. Uma má imagem própria e, portanto, um autoconcepto negativo, leva a problemas de saúde mental. Quando esses problemas ocorrem, os sujeitos se encerram em um loop de mentalidade negativa, considerando-se inferiores aos outros e, portanto, diminuindo a sociabilidade e evitando o contato com os outros colegas, já que pensam que estes se podem aproveitar do problema para atacá-los e rir deles (Hidalgo e Güemes, 2011). Défice de Atenção Além, estes alimentos em crianças/as podem gerar déficit de atenção que afete seu desempenho acadêmico, como também a ansiedade, devido a que o seu corpo lhe pede cada vez mais este tipo de alimentos. Os pais são os principais responsáveis de que a alimentação de seus filhos seja a mais equilibrada possível, adquiram hábitos alimentares adequados e que se prolonguem ao longo de suas vidas. Por isso, a educação alimentar, em idades precoces é imprescindível, já que quanto antes se acostumem com as crianças a uma rotina variada com alimentos naturais (tanto de origem animal como de origem vegetal), antes acostumbraran seu paladar a alimentos de qualidade, com alto valor nutritivo e deixar mais de lado os produtos manipulados, com a mera finalidade de compra e venda de seus "alimentos" tão ricos ao paladar e tão maléficos para o organismo. Toda esta venda é permitida, uma vez que não produz efeitos nocivos a curto prazo (ou não costumam produzir) e pensa-se que o seu consumo é pontual, mas quando não é assim, os problemas vêm Para concluir o presente artigo, aponto a importância de um pequeno-almoço completo, composto por fruta inteira, lácteos e cereais (qualquer um de seus derivados), mas tendo em conta o referido anteriormente, dado que nem todos os alimentos são iguais e temos que escolher o melhor possível para que a qualidade de vida das crianças seja a mais adequada e a mais alta possível. Quanto mais refeições de qualidade otorguemos para o nosso organismo mais se beneficiará o mesmo, produzindo uma série de benefícios, como por exemplo: fornecer saciedade por muito mais tempo, os níveis de insulina após o término da ingestão não são tão fortes como os alimentos processados e cheios de açúcares, mantêm-nos mais ativos devido a sua produção de energia de forma prolongada, melhora o estado anímico, nos manter em um peso adequado e seguido de uma longa lista de benefícios a curto, médio e longo prazo (Cubero et al., 2013).