Índice Glicêmico dos alimentos não é útil

Muitas das pessoas que fazem esporte, especialmente as que executam no sector do fitness, tendem a ter muito em conta a sua alimentação e dar-lhe muita importância dos nutrientes que ingerem. Um dos pontos sempre a ter em conta pelos atletas é o Índice Glicêmico (IG) dos alimentos. Mas vamos explicar mais detalhadamente o que é o índice glicêmico, e por que não é um valor significativo de cara a catalogar se um hidrato de carbono é conveniente ou não: Quando se analisa um alimento em base a sua composição de glicose dentro da quantidade de hidratos de carbono que tem o alimento, costuma-se representar em % por cada 100 gramas de produto (arroz, macarrão, batata...), ou por peça (maçã, banana, pêra...). Existem tabelas na Internet, nas quais vem esta representação sobre os alimentos e sobre as quais podemos fazer-nos uma orientação sobre essa quantidade de glicose. Este índice glicêmico se compare com base na quantidade de glicose (índice glicémico 100) que tem um alimento e que demora em entrar para a corrente sanguínea. Agora, isso não se costuma calcular de maneira correta ou nos tentam vender um alimento de alto índice glicêmico como se fosse péssimo e não devemos tomá-lo. A banana tem cerca de um índice glicémico de 60%, e tem 29,64 gramas aproximadamente de hidrato de carbono por peça, a carga glicêmica da banana é de cerca de 12% por cada porção do mesmo (calcular 60% 29,64). Se aplicáramos estes parâmetros, a banana estaria abaixo de 20 para nível de carga glicêmica (as tabelas por que nós temos que orientar, seria, mais de 20, carga glicêmica ALTA. E menos de 20, carga glicêmica baixa). Ainda assim, nem estes fatores são determinantes... Tomemos o caso de que esse banana do que falávamos fora imaturo, de cor verde, o índice glicémico descer, talvez 20%, e se fosse mais maduro ainda poderia chegar a 70%. Com isso, poderíamos chegar à conclusão de que este índice glicêmico é muito variável. A melancia, se, a melancia, essa fruta que é pura água é considerada como um alimento de alto índice glucemico devido a que tem acordo com a tabela 75% de I. G, mas, é claro, se aplicarmos o mesmo que disse antes com a banana, sua carga glicêmica na base de hidratos de carbono é de 1,89 (calculamos 75% 7.55 gramas de hidratos de carbono que tem a melancia por 100 gramas) pequena quantidade. Se quiser comer melancia nem duvide, sem se preocupar (preocupe-te as quantidades de hidratos) Tomemos outro exemplo, o arroz branco tem cerca de um índice glicémico de 70% (ALTO) sobre a quantidade de hidratos de carbono (na tabela glicêmica estaria na parte alta). Mas se fizermos o cálculo anterior de saber quanto seria a carga glicêmica nos daria 13.9 cerca de carga glicêmica (calculado de 70% de 44 gramas de hidratos de carbono que pudesse ter 100 gramas de arroz branco). Mas isso é totalmente manipulável, porque se eu colocar para ferver o arroz, o índice glicémico sobe e se depois o colocar na geladeira esse índice glicémico baixo e até mesmo perde parte de sua quantidade de hidratos de carbono por retrogradación dos mesmos. E não é só isso, se eu misturo com um bife e um pouco de verdura, por exemplo, ralentizo ainda mais a absorção e essa rapidez de glicose no sangue. Sabendo isso, vamos torcer para que fique mais claro que o que interessa neste tópico são as quantidades e não as percentagens, que como vimos são totalmente manipuláveis. Logicamente, estes dados estão estipulados por cada 100 gramas de produto, se eu fosse comer 250 gramas de arroz APENAS a carga glicêmica é certo que seria muito alta. Em suma, não por tomar mais alimentos de uma carga glicêmica baixa, vamos manter-se muito melhor e poder colocar muitas mais doses, devemos ter em conta o nosso cálculo calórico total de carboidratos e, é claro, medir a origem destes, embora isso já seria entrar em outro assunto... Espero ter podido esclarecer toda esta controvérsia contínua no mundo do desporto e fitness